Por que o cruzamento é útil

Quando a movimentação eletrônica atribuída ao contribuinte permanece acima da receita declarada durante várias competências, existe uma incompatibilidade que pode justificar análise. A força do sinal aumenta com materialidade, recorrência e confirmação por NFS-e ou outras fontes.

O que precisa ser normalizado

  • Período da transação e período de reconhecimento da receita.
  • Estornos, cancelamentos, antecipações e recebimentos parcelados.
  • Valor bruto da venda versus valor líquido creditado.
  • Transações próprias versus valores recebidos por intermediação.
  • Atividades de comércio e serviços no mesmo CNPJ.
  • Matriz, filiais e estabelecimentos vinculados.

Um sinal de risco, não uma presunção automática

A DIMP não substitui o documento fiscal, e o PGDAS-D pode seguir regime de caixa ou competência. A diferença bruta entre as bases não deve ser tratada como crédito tributário. Ela precisa ser contextualizada, corroborada e submetida ao julgamento do auditor.

Como aumentar a assertividade

A combinação com NFS-e, CNAE, cadastro municipal, histórico de declarações, vínculos societários e comportamento de contribuintes semelhantes reduz falsos positivos. Modelos de risco podem ordenar a fila, mas os critérios e as evidências precisam permanecer explicáveis.

Aplicação na DIMP.IA

A plataforma consolida os dados, executa regras parametrizáveis e apresenta ao auditor o motivo da seleção. Cada caso mantém vínculo com as fontes, ajustes e decisões registradas ao longo do processo.

Fontes

Conteúdo informativo. A aplicação de dados e procedimentos fiscais deve observar a legislação, os convênios, o sigilo fiscal e as normas do município.